Carlos Townsend é um profissional com mais de 30 anos de experiência em emissoras de rádio e televisão e na produção e finalização de produtos de áudio, vídeo e música.

Começou com 14 anos de idade como DJ e aos 16 conseguiu um estágio no dept de sonoplastia da TV Globo, assistindo Antonio Faya nas novelas “Selva de Pedra” (1ª versão) e “O Bem Amado”. Um ano depois foi contratado como operador de áudio do master control no horário nobre.

Aos 18, foi para os Estados Unidos estudar broadcasting na Radio Engineering Incorporated onde também fez o curso preparatório para o First Class Radio-Telephone Liscense do FCC - Federal Comunications Comission, em que foi aprovado.

Em seguida foi estudar na Miami-Dade Community College, onde também foi Disc Jockey (locutor), Program Director e General Manager da WCCR (Community College Radio), emissora da faculdade. Também estagiou na WLTV de Miami como editor de imagens. Em dois anos formou-se em Radio-Television Broadcast Technology com o mérito Suma Cum Laudi.

Ao voltar ao Brasil em 1975, sua intenção era reingressar na Rede Globo quando foi convidado pelo então presidente do Jornal do Brasil, Dr. Manoel Francisco do Nascimento Brito, para participar da implantação da TV JB. Enquanto o projeto da TV não saia, Carlos Townsend trabalhou como programador da Rádio Jornal do Brasil AM. Em 1976, antes mesmo que a empresa viesse a desistir da concessão do canal de televisão, o Jornal do Brasil adquiriu uma nova emissora de FM. Foi feita então uma concorrência interna para definir como seria essa nova emissora. Carlos Townsend venceu e seu projeto foi o escolhido.

Baseado em sua vivência como DJ, nos muitos anos como ouvinte das Rádios Mundial e Tamoio AM e com os conhecimentos adquiridos nos Estados Unidos, Carlos Townsend idealizou a Rádio Cidade e foi o seu primeiro Coordenador. Ele formatou o relógio comercial da rádio, selecionou um arquivo de 2000 músicas antigas, implantou o "playlist", criou os programas “O Sucesso da Cidade” e “Cidade Disco Club” e treinou os primeiros locutores, estabelecendo um novo estilo de operação e apresentação conjunta que, até então, era inédito no Brasil.

Inaugurada em 1º de maio de 1977, a Rádio Cidade FM do Rio de Janeiro alcançou o primeiro lugar nas pesquisas de audiência em menos de 30 dias. Com uma equipe também formada por Fernando Veiga, Clever Pereira e Alberto Carlos de Carvalho, a emissora assim permaneceu pelos oito anos seguintes.

Dois anos depois de ter implantado a Radio Cidade do Rio, Carlos Townsend foi convidado a dirigir a Rede Transamérica em São Paulo. Lá permaneceu por um ano até que a direção do Jornal do Brasil o convidou a também implantar o formato Rádio Cidade no maior mercado do país. A Rádio Cidade de São Paulo inaugurada em 25 de janeiro de 1980, em pouco tempo também chegou ao 1º lugar nas pesquisas.

Carlos Townsend foi promovido a Coordenador de Projetos Especiais em 1983 e viajou pelo Brasil implantando as Rádios Cidade de Recife, Goiânia e reformulou a Radio Cidade de Belo Horizonte. Todas atingiram o primeiro lugar no Ibope. Teve também passagens nas rádios Manchete FM (rede) e Metropolitana SP, novamente na Jornal do Brasil AM e na Jovem Rio FM. Nos seus 12 anos de rádio, foi responsável pela seleção e treinamento de mais de cinqüenta locutores de FM.

Em 1987, Carlos Townsend foi convidado por Aloysio Reis para ser Label Manager Internacional da gravadora CBS (atual Sony Music). Em 1991, recebeu mais um convite de outra gravadora, desta vez de Jorge Davidson, para juntar-se à EMI como Gerente do Departamento Internacional. Entre as duas gravadoras permaneceu por 5 anos na indústria fonográfica. Foi nesse periodo que Carlos Townsend resgatou seu trabalho de locutor em inglês, quando apresentou os vídeos das convenções internacionais de ambas as gravadoras.

Townsend decidiu fazer uso de todo o seu conhecimento acumulado ao longo dos anos e, em 1992, formou sua própria empresa, a Work Station Produções. O foco inicial era na promoção de shows de artistas internacionais no Brasil, tendo tido a oportunidade de trazer Chris Montez e Papa Winnie para apresentações no Rio, em São Paulo e em Curitiba. A primeira oportunidade de trabalho na produção de áudio e vídeo para a indústria do entretenimento foi dada por Marcelo Castelo Branco com o produto de “Fina Estampa” de Caetano Veloso. Além do comercial de TV foi produzido um vídeo release de 52 minutos, com versões em inglês e espanhol.

Dez anos depois, a empresa passou a chamar-se Work Station Digital, com mais uma atividade: a consultoria especializada de rádio. A proposta de Carlos Townsend é de usar sua experiência no veículo na formação de locutores e na criação de formatos para o mercado doméstico e internacional, visando o rádio digital, por satélite e pelo celular que, em breve, serão uma realidade no Brasil.